:: Postado por Sonhado por ¤ Mahayla ¤ às 02h08
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Renascimento

 

Abri os olhos e vi Raziew ali, me olhando esperando que tudo passasse, a dor finalmente havia passado, olhei ao redor e pude ver que agora a noite já não parecia tão escura aos meus olhos, ouvia nitidamente o barulho das aves noturnas.Raziew estava ali em pé diante dela, e sorrindo ofereceu-me as mãos para me levantar, me acolhendo em seguida em seus braços, enfim era parte dele, sentia seu abraço quente, provavelmente ainda pelo efeito do meu sangue, esse abraço foi sentido por mim, como nunca, meu corpo havia morrido para o mundo humano, mas ainda sentia cada vez mais vivo e latente o amor que sentia por ele dentro de mim, e que havia me levado a fazer o que fiz. Porém parecia ver no rosto dele um pouco de amargura, aproximei meus lábios ao ouvido dele e disse com convicção, sem nenhuma ponta de arrependimento.

- Não se entristeça por mim, tu me fazes feliz por ser parte de você agora.

Agora era parte dele, se ele me permitisse ficaria ao lado dele por toda eternidade, se não fosse da maneira que mais desejava, iria me contentar em ser apenas uma amiga, uma sombra. Ele agora me guiaria nas minhas primeiras noites, iria aprender muito com ele, faria o possível para sempre ser motivo de orgulho, e jamais de arrependimento. Ouvi tristemente dos lábios dele, que talvez meu amor nunca pudesse ser correspondido, e nem mesmo assim me arrependi, afinal tinha amor para nós dois, e sabia que ele estaria ali comigo para sempre, dentro de mim.

Sabia que o coração e os pensamentos dele eram de outra, e por certo naquele momento ele deve ter se lembrado dela, mas quem sabe um dia ela pudesse ter no coração dele o lugar que almejava, sabia que tinha um lugarzinho no coração dele, sabia que devia sentir alguma coisa por mim, pois se não houvesse nada, porque atenderia meu pedido? Por pena? Não acredito, a mim me cabia agora esperar, esperar por um amor que viria conquistar aos poucos, como em uma outra ocasião será relatado.

Ele chamou-me para ir, e feliz o acompanhei como havia decidido fazer sempre, ele me abraçou e mais uma vez voei em seus braços, vendo já os lugares por onde passava com uma certa diferença, mas somente um tempo depois aprenderia a usar alguns poderes vampíricos que a mim, haviam sido conferidos. Chegamos novamente ao templo, onde caminhamos para trás do mesmo, havia ali um pequeno cemitério, onde os mortos repousavam tranqüilamente, um pensamento rápido povoou minha mente, eu também estava morta, mas ao contrário daqueles que ali jaziam que provavelmente tinham um Deus que velava o sono eterno, eu tinha alguém que amava e que se não estivesse ao meu lado, estaria ao menos muito perto.

Raziew moveu uma grande pedra e entramos naquele lugar onde apenas a luz tênue de duas velas iluminava, vi um caixão onde passaria a noite. Ele deitou-se e me deu a mão para que deitasse com ele, havia acabado de morrer e passaria a primeira noite nos braços do meu amado. Sorri e deitei ao lado dele, alegre sentindo que minha vida não havia terminado, e sim recomeçado naquela noite, e se pudesse para o tempo naquele momento eu o faria, nem com mil palavras conseguiria descrever o que sentia ali, se seria amada, não sei... mas lutaria com todo meu ser para conseguir. Assim, senti lentamente meu corpo ser dominado pelo cansaço e pelo sono, havia me unido a minha única e mais importante razão de viver... ou de morrer.

 

 

 

 

:: Postado por Sonhado por ¤ Mahayla ¤ às 03h46
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O abraço

 

Ele então me convidou a sairmos do templo, abraçou-me e logo pude ver que voávamos, até que chegamos em uma montanha, durante o trajeto ele nada disse, mantendo a mesma expressão séria, enquanto eu me deliciava com cada momento ao lado dele. E por mais que a situação pudesse parecer pesarosa e tensa, eu não me importava, o que queria era estar junto dele, sabia que a partir do momento em que me tornasse cria dele, ficaria mais próxima e isso me alegrava de uma tal maneira, que nem ao menos lembrei que ele poderia nunca me amar, e que talvez essa minha escolha se tornasse um pesar eterno.

Estávamos em uma das montanhas mais altas que havia por ali, a minha amada lua parecia tão próxima, que dava a impressão que se esticasse minha mão poderia tocá-la, mas ali naquele momento não era bem a lua que gostaria de tocar. Olhei para Raziew, e pude vê-lo se aproximar de mim, meus braços instintivamente se enlaçaram ao redor do pescoço dele, e ali sob a luz do luar eu o senti perto como nunca havia sentido, pude provar o gosto de seus lábios. Notei que seus lábios eram frios, mas isso não importava, tinha a impressão que o calor do meu amor, aquecia aquele beijo tão esperado.

Nossos corpos estavam muito próximos, ele podia ouvir minha respiração que se tornava ofegante com a proximidade e o calor que ainda provinha da minha humanidade. Eu, apenas esperava ansiosa o momento em que ele finalmente resolvesse aproximar os lábios do meu pescoço, ele aos poucos parecia perturbar-se com minha proximidade, o que vim saber mais tarde, é que ele podia sentir muito mais, sentia o cheiro do meu sangue.

 Lembro que ele pediu para olhar para a lua, pois seria a última vez que a veria com olhos humanos, e assim o fiz, para em seguida senti os lábios dele se aproximavam de meu pescoço, fechei os olhos para que pudesse apreciar o momento, e então eu senti as presas afiadas romperem a pele do meu pescoço, uma dor intensa com a mordida me invadiu, eu podia sentir cada gota de meu sangue que ele sugava. Senti uma lágrima quente cair de meus olhos, enquanto a dor, dava lugar à emoção e o prazer de estar doando ao amor da minha vida o que me fortalecia e que tinha de mais precioso, o meu sangue. Ele recebia avidamente cada gota que mantinha ainda minha humanidade, até que aos poucos fui sentindo minhas forças se esvaírem a medida em que meu sangue era sugado, já não conseguia por mais que tentasse manter meu corpo em pé. Ele me segurou para que eu não caísse, meu coração que antes batia descompassado, agora pulsava lentamente, com dificuldade, e assim via minha alma indo com o sangue que oferecia com amor a Raziew.

Ele ainda me sustentou em seus braços um tempo, enquanto lentamente meu corpo se entregava à morte, vi quando ele rompeu os vasos sanguíneos do pulso e me ofereceu, e sem pensar tive forças para começar a beber dali o sangue do meu amor, inicialmente senti um leve desconforto no estômago, mas nem assim deixei de beber avidamente cada gota sem ao menos notar que à medida que fazia isso ele enfraquecia. Ele deixou que eu bebesse o suficiente para me recuperar, retirou o pulso de minha boca, e pude ver a ferida cicatrizar lentamente.

Após isso, senti meu corpo ser dominado por uma dor aguda, tinha a impressão que em minhas veias em vez de sangue agora corriam facas afiadas, meu corpo se contorcia, ouvia Raziew dizer algumas palavras, mas isso parecia tão longe. Senti a vida me abandonando, meu corpo estava morrendo, enquanto a dor ia me consumindo, vi passar diante de meus olhos, cenas de minha infância, a imagem de meu pai, o dia em que vi Raziew pela primeira vez... logo eu me vi correndo em um campo florido, estava morrendo. Na minha mente corria alegre em busca de alguém, aos poucos a dor foi cessando e finalmente, pude ver que corria na direção de Raziew que sorrindo me estendeu a mão.

 

:: Postado por Sonhado por ¤ Mahayla ¤ às 03h31
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Fui surpreendida ao ouvi-lo dizer que me acompanharia, saímos da taverna e fui conduzida pelo homem que amava até um templo, que ficava ali na cidade. Mal chegamos ao local, e não pude mais me conter, indo logo ao assunto, dizendo-lhe que precisava muito da ajuda dele. Raziew olhou-me sério, parecia saber o que eu desejava.

- Em que posso ajudar, Mahayla?

A voz dele ecoava em minha mente, temia que não aceitasse, de parecer tola. Mas não podia e nem queria voltar atrás, foi com emoção embargada na voz que conseguiu finalmente dizer o que tanto havia ensaiado.

- És um vampiro, não és?

- Sim é o que sou.

- Então só você poderá me ajudar, quero que me morda.

Enfim o que guardava no peito, e que tanto me atormentava havia saído, e por mais que ele tentasse esconder, podia ver no rosto dele, a expressão de dor ao ouvir aquilo. Percebi que seria difícil demovê-lo, ele parecia apreciar muito a humanidade, tentou me convencer que essa não era uma boa saída, explicou, pediu. Poderia até que dizer que quase implorou. Não. Já havia me decidido, queria estar perto dele, viver a vida dele e ser como ele. Somente assim o teria ao menos um pouco ao meu lado, e uma eternidade para esperar pacientemente, para quem sabe um dia, ser digna de seu amor, de seus pensamentos...decidi que seria paciente, e assim o fiz, mas isso irei lhes contar em uma outra oportunidade. Por hora irei me abster de narrar a minha passagem da vida humana, para a vida das trevas, uma forma de vida que para muitos é uma maldição, mas a mim, pude constatar mais tarde que foi uma salvação.

Eu, ali diante do homem que escolhera para ficar junto para sempre, mesmo que fosse apenas, como uma fiel amiga, podia notar em seu rosto, que meu pedido havia sido a ele penoso demais. Tentei fazê-lo compreender que se isso não acontecesse por suas mãos, seria por outras que por certo não me dedicaria à atenção que sabia que ele me daria. A cada palavra minha via a dor em seu rosto mas, depois de falar, explicar e dizer a ele o quanto eu o amava, finalmente ele aceitou.

 

 

 

:: Postado por Sonhado por ¤ Mahayla ¤ às 04h48
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O encontro

 

Foi com os olhos úmidos de lágrimas que cheguei à taverna, dei uma rápida olhada na direção do lago, mas não encontrei quem meu coração desejava, resolvi então entrar na taverna. Ao entrar meu olhar percorreu minuciosamente o local, mas meus olhos ainda não o acharam, vi uma mesa próxima e resolvi sentar e esperar pedi uma taça de vinho ao taverneiro, tomando alguns goles apenas para amenizar um pouco o nervosismo que sentia, e que aumentou assim que finalmente o vi entrar. Aos meus olhos parecia que uma luz intensa havia entrado ali, naquela taverna. Ele buscou uma mesa ao fundo, como sempre fazia, ficando obscuro ali no canto, mas não para mim que o olhava com insistência. Estava fascinada por ele, meus lábios se entreabriram em um sorriso e o nome dele me veio em um sussurro.

 - Raziew...

O meu coração, ao vê-lo ali tão próximo, mas ao mesmo tempo tão distante parecia querer saltar do peito. Era ele... o homem que despertava em mim desejos que nunca havia sentido antes, ele havia acordado meu ser para o amor como nunca nenhum outro havia feito. E pensar que isso aconteceu sem nunca ao menos tê-lo tocado, beijado ou tentado lhe dizer tudo o que sentia. Sempre o via por ali, porém, ele sempre estava muito ocupado para ao menos me dirigir um olhar, mas em uma noite...subi até o andar superior da taverna, onde havia alugado um quarto para passar a noite, pois cada dia conseguia menos ficar junto de Henk.

O corredor estava escuro, eu mal podia ver um palmo a frente do nariz, estranhamente as tochas que iluminavam por ali, encontravam-se apagadas, como se tudo conspirasse para o que aconteceria em breve...devido à escuridão eu tateava as paredes. Quando vi uma pequena claridade, logo notei que alguém havia aberto a porta. Logo, meus olhos iluminaram-se, e sem ao menos tentar dominar minha satisfação sorri, tímida, sentindo o coração mais uma vez dar sinais que algo de novo me invadia, um sentimento que surgiu sem comunicar-me, apenas inundando minha alma com o calor que aquilo me proporcionava.

Naquele momento compreendi, que era amor o que me  fazia sentir-se de maneira tão tola ao estar próxima dele, e mesmo sabendo que ele não me notava, eu o amava, e sentia esse amor agora gritar dentro de meu peito, querendo também gritar ao mundo. Naquela noite...decidi que faria tudo para estar ao lado dele, aceitaria qualquer condição. E a única maneira que achei, era convencê-lo a me tornar como ele,  ao menos assim, teria a eternidade para conseguir o amor dele. E hoje eu estava ali, tão perto dele, dominando meu medo para me aproximar e enfim confessar a ele o que sentia, que queria deixar o mundo para viver ao lado dele, que abandonaria tudo para estar com ele. Percebia que me olhava, e talvez tenha sido esse olhar que me encorajou a aproximar-me e dizer a ele o que me afligia, e com um esforço para que as palavras não se trancassem em meu íntimo, pedi para que fossemos a um lugar mais tranqüilo, onde não houvesse ninguém, apenas nós dois, para que pudesse enfim dizer o que há algum tempo tirava-me noites de sono e a alegria de viver.

:: Postado por Sonhado por ¤ Mahayla ¤ às 00h20
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Henk...

 Havia me apaixonado por ele, era verdade...mas aos poucos essa paixão deu lugar a uma insatisfação, que a medida em que o tempo passava, aumentava. Iria deixá-lo, sem a menor piedade, não podia me prender a alguém que não mais queria junto a mim . Apesar dos inúmeros esforços para agradar, cada vez que o via, sentia vontade de sair, fugir...não porque fosse uma mulher má, ou sem coração, apenas porque esse coração já não batia mais por ele.

 

E assim sentada naquele banco no jardim, vi o último pôr-do-sol. Que dava lugar á noite que agora chegava, trazendo uma lua ainda tímida a surgir no horizonte, e algumas estrelas, onde as mais apressadas enfeitavam o céu azul escuro, com seus pequenos pontos de luz...e o que não sabia, apesar de desejar com todas as forças, é que esse cenário seria parte de minha vida por toda eternidade. Levantei e caminhei para dentro da pequena casa, tomei um banho demorado como se estivesse realizando um ritual, e enquanto a água caia em meu corpo, pensava no que iria fazer, e como iria fazê-lo. Assim que enfim terminei meu banho, arrumei-me e escrevi algumas palavras a Henk.

“Henk... gostaria que soubesse que lhe sou muito grata pelo o que fez por mim. E por favor não me entendas mal...apenas entenda que eu, como você, desejo lutar por um amor. E é em nome desse amor que hoje parto, pedindo à você minhas sinceras desculpas se minha partida o fizer sofrer, mas não posso mais suportar viver assim, se ficar ao seu lado do jeito que me encontro, estarei morrendo aos poucos. Desejo que você encontre alguém que o ame como você merece, pois esta princesa aqui, não é digna de seu amor. Sinto muito...vou em busca da minha vida!

Mahayla de Loucesther “.

E foi deixando alguns objetos e esse bilhete que parti, sem olhar para trás, da vida de Henk, rumo a algo que para mim ainda era incerto. Caminhei aflita, desesperada em direção à taverna, onde esperava encontrar a única pessoa que poderia trazer-me de volta à vida.

 

:: Postado por ¤ Mahayla ¤ às 02h05
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Uma vida, meu amor 

 

Parte I

 

O último pôr-do-sol

 

O fim do dia chegava, o céu azulado aos poucos era riscado por tons de amarelo e laranja, anunciando que logo a noite chegaria, e este dia que aos poucos ia se despedindo, havia sido um dos mais belos vistos por mim. Os pássaros aproximavam-se a minha volta, cantando harmoniosamente o que lembrava uma canção de despedida, pareciam adivinhar que esta seria a última vez que eu os ouviria cantar, que iria ver o pôr-do-sol, que aos poucos sumia entre as montanhas, formando um espetáculo que jamais foi esquecido, talvez pelo fato de ter sido o último.

Estava ali há alguns dias, desde a volta de minha terra natal, onde fiquei por um tempo apenas o necessário para auxiliar meu pai, a organizar o castelo que havia ficado destruído após a invasão ocorrida com a última batalha. Batalha esta que havia lutado, tendo ao final conseguido expulsar os invasores, deixando meu velho pai novamente no trono, voltando com o sentimento de missão cumprida. Voltei com Henk e me estabeleci um tempo ali na casa dele, que apesar de humilde, poderia ser considerada como um castelo, já que era tratada como uma rainha.De fato Henk fazia de tudo para que eu não esquecesse a origem nobre, tratando-me com respeito me dando tudo o que suas parcas posses poderia oferecer, esperando em troca apenas o meu amor, ele me amava , desdobrando-se para satisfazer os meus mínimos desejos, mas isso já não me  bastava...

(Este e outros contos, serão postados em pequenos capitulos, devido extensão dos mesmos.)

 


:: Postado por ¤ Mahayla ¤ às 01h14
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Sobre mim...

Nome: Mahayla de Louchester
Idade:Humana 24 anos.
Sou: Humana de coração, Vampira por opção
Gosto de: Da noite, da lua, das sombras
Frase: Congelada por dentro sem o seu
toque, sem o seu amor, querido só você
é a vida entre os mortos.

 

Eu definiria este blog com uma frase simples: Um blog sobre RPG

Mas não se trata apenas disto. Aqui você verá coisas que vão além de uma diversão virtual. Coisas que irei citar agora, mas que você entenderá apenas com o tempo.

Amizade.Diversão.

Companheirismo.Romantismo.

Criatividade.Aventura. Amor.

Ódio.Parceria.Inimizade.

Pode parecer exagero pra um simples leitor. Mas você que sabe absorver o conteúdo de uma boa leitura com o lado mais íntimo de sua alma vai perceber que as palavras que eu disse não são nem a metade do que estes textos contém.

 

Aviso:

 

*Este blog possuí imagens retiradas da internet.

Os textos são de conteúdo próprio extraído de jogos de

RPG, e contos elaborados pelos players.

Proibida a cópia e reprodução. Todos direitos reservados u.u"

 

 

Ofensas e comentários de mal gosto serão deletados. Se você gostou deste blog comente, mostre pra nós o que achou. Mostre que você realmente absorveu nosso conteúdo para dentro de sua alma. Se não gostou, procure outras páginas pra ler, mas evite deixar comentários desnecessários.


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